Janeiro de Cima
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Vale do Zêzere

Concelho de Oleiros

Álvaro, também denominada “aldeia da fé”, pertenceu outrora à Ordem de Malta, possuindo um notável património religioso para explorar. Esta é mais uma das “aldeias brancas” da Rede das Aldeias do Xisto, pois apesar de as suas casas estarem construídas em xisto, estão maioritariamente pintadas de branco. Esta Aldeia do Xisto desde 2003 tem inúmeras capelas a visitar. E se gosta fazer um pouco de praia, aproveite para tomar banho na albufeira da Barragem do Cabril, onde também pode andar de gaivota ou praticar canoagem.

Concelho do Fundão

No concelho do Fundão encontram-se duas Aldeias do Xisto: Barroca e Janeiro de Cima. É na Barroca que funciona o Centro Dinamizador das Aldeias do xisto, na Casa Grande, antigo solar do Séc. XVIII. À beira do rio Zêzere encontram-se antigos moinhos. Atravessando a ponte pedonal podem ver-se gravuras rupestres com milhares de anos gravadas na rocha. Aliás, no centro de interpretação da aldeia, tem mais informações sobre a Rota da Arte Rupestre das Aldeias do Xisto. Sente-se simplesmente a observar a paisagem perto do açude, um dos maiores atractivos da Barroca.

A apenas 14 quilómetros encontra-se Janeiro de Cima, uma aldeia onde pode navegar no Zêzere. A esta tradição está associado o termo “ó da barca!”. Não deixe ainda de visitar a Casa das Tecedeiras e o tear gigante, espaço onde se reinventa a tradição do linho apostando em peças de design moderno. Também esta aldeia tem vários pontos religiosos a visitar, tais como capelas e igrejas.

Janeiro de Cima

Concelho da Pampilhosa da Serra

Reza a lenda que no século XVI ou XVII um senhor com dois filhos, ambos com o nome Januário, decidiu dividir as terras, ficando a margem direita do Zêzere para um e a margem esquerda para outro. Apesar de estar a apenas quatro quilómetros de Janeiro de Cima, Janeiro de Baixo encontra-se num concelho diferente, em Pampilhosa da Serra.

Esta aldeia tem cinco parques: um infantil, um desportivo, um de lazer, um fluvial e um de campismo. O xisto é o material predominante, com a particularidade de muros e fachadas incluírem seixos rolados de tons claros recolhidos no leito do rio. Esta aldeia possui uma extensa praia fluvial, onde se pode tomar banho ou praticar diversos desportos aquáticos. Dentro da aldeia há património religioso e arquitectónico para visitar.

Janeiro de Baixo

Concelho de Pedrógão Grande

A aldeia de Mosteiro tem uma praia dentro da povoação, o que é um chamariz para turistas e amantes de água nos tempos de calor. Aldeia que sempre esteve muito ligada à água e à agricultura, tem hoje em dia moinhos (destacando-se os de rodízio), levadas, lagares e regadios que são pontos obrigatórios de visita.

Mosteiro

Concelho da Sertã

Pedrógão Pequeno, também conhecido como “Joia da Beira Baixa”, é talvez a Aldeia de Xisto com mais serviços disponíveis de apoio ao visitante, tais como hóteis, bares, restaurantes, multibanco, farmácia, estação de serviço e posto de correio. Nesta “aldeia branca”, destacam-se a Igreja Matriz e a Ponte Filipina sobre o Zêzere. Para os apreciadores de gastronomia, a sopa de peixe é imperdível. Tal como as outras aldeias apresentadas no vale do Zêzere, também Pedrógão Pequeno é rico em património religioso e arquitectónico.

A aldeia de Mosteiro foi uma das povoações atingidas pelo grande incêndio florestal de Pedrógão Grande, em Junho deste ano, que provocou 64 vítimas mortais.
Texto: Ana Margarida Gomes

Fotografia: Tiago Canoso e cedidas por ADXTUR

Artigo republicado da edição 25 da revista Descla, de Julho de 2015