Cabo da Roca. Fotografia: Edilson Coutinho
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O Cabo Carvoeiro é o primeiro da lista. Situado no distrito de Leiria, pertencente ao concelho de Peniche, as marcas do tempo denotam-se nas variadas falésias calcárias. Rico em espécies naturais, a paisagem envolvente é bastante privilegiada. Quando se observa a Oeste do Oceano Atlântico, é possível contemplar a Ilha das Berlengas, uma reversa natural terrestre e marinha. É possível ver e visitar o Farol do Cabo Carvoeiro que se encontra a 57 metros acima do nível do mar. Mandado construir em 1758, indica ser o farol mais antigo de Portugal.

Cabo Carvoeiro. Fotografia: Vítor Oliveira

De seguida visita-se a vila de Sesimbra, no distrito de Setúbal. É lá que se situa o Cabo Espichel, um dos grandes pontos turísticos do concelho. O Santuário de Nossa Senhora da Pedra Mua é o mais importante edifício do monumento. O antigo centro de peregrinações, a partir do século XV, acolheu uma panóplia de estilos que é possível observar na actualidade.

Cabo Espichel: Fotografia: Edilson Coutinho

A seguinte paragem é na Figueira da Foz, no distrito de Coimbra. Entre as praias da Murtinheira e da Figueira da Foz, encontra-se o Cabo Mondego. Um enorme conjunto de rochas calcárias que mergulham no mar, constroem a paisagem da costa central portuguesa. Sede de minas na antiguidade, é possível comprovar a evolução do tempo nas camadas sedimentares. Rico em fósseis de amonites, os dinossauros que por lá andaram são um dos grandes motivos que levam os turistas a visitar o local. Valorizado internacionalmente pela sua geologia, o Cabo Mondego é bastante recomendado para o estudo das rochas.

Cabo Mondego. Fotografia: Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro

A sul de Portugal, em Vila Real de Santo António, situa-se a Ponta da Areia. Ao contrário dos anteriores cabos apresentados até agora, a Ponta da Areia destaca-se nesta categoria por ser delimitada pela foz do Rio Guadiana, que faz fronteira com a vizinha Espanha e pelo Oceano Atlântico. O grande areal que pertence à Baía de Monte Gordo, ilustra a paisagem algarvia e dá cor aos 1,7 quilómetros de extensão de areia.

Para conhecer o cabo mais alto da Europa, tem de se deslocar até à Ilha da Madeira. É em Câmara de Lobos que o famoso Cabo Girão é fotografado diariamente e é uma das imagens postal da ilha. Com vista para os municípios de Câmara de Lobos e Funchal, a enorme suspensão em vidro que se situa a 580 metros de altitude e que proporciona uma panorâmica do Oceano Atlântico, é palco de milhares de turistas anualmente. Recentemente começou a ser utilizado para a prática de alguns desportos como parapente e base-jumping.

Cabo Girão. Fotografia: Edilson Coutinho

Em Cascais, no distrito de Lisboa, o Cabo Raso é conhecido pelo farol que faz parte do seu constituinte. O Forte de São Brás de Sanxete alberga o Farol do Cabo Raso que, no século XIX, era utilizado para defesa de embarcações inimigas que podiam atracar na costa ocidental portuguesa. Nos finais do século XIX perdeu a função de vigia e hoje aguarda por instruções da Câmara Municipal de Cascais para decidir o futuro do cabo.

A ponta mais ocidental de Portugal continental e, consequentemente, da Europa, está localizada em Sintra. No distrito de Lisboa, o Cabo da Roca é um dos pontos turísticos mais elogiados do centro de Portugal.

Pertencente ao Parque Natural Sintra-Cascais, classificado como paisagem e património histórico-cultural pela UNESCO, a posição internacional do cabo é bastante cobiçada. Referenciado numa das obras poéticas mais conhecidas a nível nacional, Os Lusíadas, o Cabo da Roca é famoso pelas suas enormes falésias que se encontram com o mar e formam uma paisagem única.

Cabo da Roca. Fotografia: Edilson Coutinho

A Baía da Abra é delimitada pela Ponta da Abra e a Ponta do Furado. Posicionada no litoral sul da Ponta de São Lourenço, na Ilha da Madeira, a Ponta da Abra é a mais famosa e que se distingue na categoria de cabo. Já fora projectada para um porto marítimo no século XIX, mas nunca se chegou a modificar a paisagem natural. Águas claras e praias de pedra, são o porto de ancoragem para alguns iates privados e local privilegiado visitantes nacionais e estrangeiros.

As escoadas de lava em diferentes fases geológicas formaram a Ponta da Caveira. Grandes dimensões de fendas e tubos de lava que originam a paisagem naturalmente rochosa é o que se encontra perto da freguesia da Caveira, na Ilha das Flores, nos Açores. Calhaus, blocos rochosos e pequenas clareiras de areia são características intrínsecas do património do cabo. Visualiza-se uma grande variedade de algas, através do mergulho que pode ser efectuado junto à costa.

No Arquipélago dos Açores, a cidade da Horta, na Ilha do Faial, é palco da famosa Ponta da Espalamaca. Popularmente conhecida como o melhor miradouro da ilha, é lá que se situa o Miradouro da Nossa Senhora da Conceição. Avista-se uma excelente paisagem sobre a cidade, marina e praias. Quem visita descreve que é um óptimo ponto para observação das ilhas mais próximas. São Jorge, Graciosa e a montanha do Pico são algumas das prováveis formas que se deslumbram no miradouro.

Continuando nas ilhas, o que marca o extremo leste da Baía do Funchal é designado por Ponta do Garajau. É no Caniço, no concelho de Santa Cruz, na Ilha da Madeira que está localizada uma das famosas estátuas do Cristo Rei. O arquitetónico madeirense tem impacto na religião, pois a ponta era antigamente marcada por lançar os corpos de estrangeiros que não eram católicos, ao mar. Na actualidade, a vista é fortemente reconhecida internacionalmente e atraí muitos turistas diariamente.

Nos Açores, na cidade da Horta, a Ponta de João Dias também é considerada um cabo português. Os longos campos verdes que fazem parte do campo visual da Ilha do Faial, caracterizam o património de maneira diferente dos outros. No entanto, o fato de pertencer à baía que em conjunto com a Ponta da Ribeirinha e a Ponta da Espalamaca.

Ponta da Ribeirinha. Fotografia: Marco Monteiro

Como anteriormente referido, a Ponta da Ribeirinha também é pertencente da baía das três pontas que ilustram a vista da Ilha do Faial. Os campos naturais que se perdem com os feitos naturalmente rochosos, constroem um ponto turístico de grande interesse.

Região de muitos turistas na altura do Verão, o distrito de Faro alberga a Ponta de Sagres. O famoso Cabo de São Vicente que também está construído na Ponta de Sagres, no Algarve, tem um lema de património sagrado. Está inserido no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e delimita a fronteira terrestre portuguesa, com o Oceano Atlântico.

Na Ilha da Madeira, a Ponta de São Lourenço constituí a extremidade oriental da ilha. Pertencente ao concelho de Machico, a ponta possuí um caminho delineado com uma extensão de quatro quilómetros que podem ser percorridos a pé. São diversas arribas e ilhéus formados ao longo do oceano, que criam um cenário incrível por ser banhado com as águas transparentes da ilha.

A extremidade sul do Algarve é composta por alguns conjuntos de ilhas. É na Ilha da Barreta, que se encontra o Cabo de Santa Maria. Considerado o ponto mais a sul de Portugal continental, a Ria Formosa é destacada.

O cabo de Santo André é um cabo situado na costa norte de Portugal continental, em Santo André na Póvoa de Varzim. A formação rochosa mais famosa é popularmente chamada de Penedo do Santo. As marcas que compõem as rochas, são conhecidas por serem marcas do Santo André.

No distrito de Beja, na Vila de Odemira fica o Cabo Sardão. O ponto mais ocidental da costa alentejana. Guardado por um farol, um lugar onde o mar se encontra com a terra e forma uma beleza magnífica. A vegetação que cobre as planícies, formam uma atmosfera que qualquer visitante irá ficar rendido.

Cabo Sardão. Fotografia: Constantain

Por fim, a Ponta do Pargo, no concelho da Calheta, na Ilha da Madeira advém de uma localização em que a espécie do peixe pargo é abundante. A nordeste da linha costeira da Ponta do Pargo encontra-se um farol que constitui parte da vista.

Ponta do Pargo. Fotografia: Edilson Coutinho

Um vale na encosta deixa os visitantes chegarem mais próximo do mar e da falésia. Um cabo bastante desconhecido, mas que vale a pena ser explorado.

 

 

 

 

 

 

Texto: Edilson Coutinho