Fotografia: CM Estremoz
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A Produção de Figurado em Barro de Estremoz, da qual resultam as figuras vulgarmente conhecidas por “Bonecos de Estremoz”, foi declarada Património Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, durante a 12.ª Reunião do Comité Intergovernamental daquela instituição, que está a decorrer na Ilha de Jeju, na Coreia do Sul.

“Um dos ex-libris de Estremoz é agora Património da Humanidade. Já era conhecida a originalidade dos Bonecos de Estremoz e muitas pessoas reconheciam o seu valor. Agora, para além de ser património estremocense, o mesmo é valorizado a nível mundial, o que nos deixa muito orgulhosos”, confessou o presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Luís Mourinha.

O autarca acredita que a classificação “muito contribuirá para o desenvolvimento turístico do concelho de Estremoz, mas sobretudo para gerar mais desenvolvimento económico e mais oportunidades de emprego para os jovens”. Com efeito, o Plano de Salvaguarda prevê a formação dos jovens e o ensino da arte de modelar o barro ao modo de Estremoz, como forma de garantir a sua perpetuação.

O Comité Intergovernamental da Unesco considerou que a candidatura de Estremoz cumpria os cinco critérios necessários para que um bem seja inscrito na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Segundo aquele organismo, a inscrição do Figurado em barro de Estremoz “promoverá o respeito pela diversidade cultural e pela criatividade humana em geral, uma vez que encoraja o entendimento mútuo entre as comunidades que partilham algumas das características e modos de vida retratados pelas figuras”.

O município de Estremoz deu início ao processo de candidatura em 2013, tendo inscrito o Figurado no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial e entregue o processo de candidatura para posterior análise da Unesco.

A classificação encheu de orgulho a comitiva portuguesa presente em Jeju, composta por representantes do município de Estremoz, de artesãos e do Estado português.

A Produção de Figurado em Barro de Estremoz, com origem no século XVII, é um processo que demora vários dias: as figuras são moldadas e vestidas, cozidas no forno, sendo depois pintadas e envernizadas. Os bonecos representam ofícios e tradições do Alentejo, figuras religiosas e muitos temas urbanos e rurais.