Capela do Senhor da Pedra. Fotografia de InfinitaHighway (organização) infinitahighway.com.br
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A esmagadora maioria da população portuguesa considera-se católica. Por isso, o número de igrejas espalhadas pelo território português é enorme. Algumas são consideradas verdadeiras relíquias dos nossos antepassados, sendo assim possível recuar no tempo para visualizar as mais belas.

A Capela de São Miguel, situada na freguesia de Sé Nova, cidade e concelho de Coimbra, foi construída entre os séculos XVI e XVIII. É propriedade do complexo arquitectónico que inclui o núcleo histórico da Universidade de Coimbra e foi classificada em 2013 como Património Mundial da Unesco.

Capela de São Miguel – Fotografia de Delfim Ferreira, Universidade de Coimbra

Os azulejos que revestem o interior da igreja, remontam para o estilo manuelino e julga-se terem sido fabricados na cidade de Lisboa.

A Igreja de Santa Engrácia localizada na grande Lisboa, é uma das referências nacionais. Conhecida também pelo nome de Panteão Nacional, o enorme chão de mármore dá destaque a esta igreja.

Com estilos muito barrocos, o objectivo da basílica é homenagear os cidadãos portugueses que se distinguiram no país devido à importância que tiveram enquanto vivos.

Igreja de Santa Engrácia – Fotografia de Celestino Manuel

O Santo Ildefonso de Toledo tem uma igreja edificada na cidade do Porto. Na Praça da Batalha, no século XVIII, reconstruíram uma antiga igreja que estava em ruínas e que hoje originou um dos pontos turísticos obrigatórios na segunda capital portuguesa.

Igreja de Santo Ildefonso –Fotografia de Vítor Oliveira

Em Ovar, na freguesia de Válega, encontra-se a Igreja Paroquial de Válega. Uma grande memória que relembra os séculos XV a XVIII. Construída sobre os azulejos da famosa Fábrica Lusitânia, de Jorge Colaço, os grandes painéis dão cor tanto à fachada, como ao interior do monumento.

Igreja Paroquial de Válega – Fotografia de Hugo Miguel Carriço

A Capela dos Ossos que se situa na Igreja de São Francisco, no concelho e distrito de Évora, é um dos lugares que atraí milhares de turistas todos os anos. Por questões espirituais e físicas, construiu-se aquela capela com inúmeros ossos de pessoas mortas.

Capela dos Ossos, Évora

 

Ainda em Évora, a Igreja dos Lóios, foi edificada em estilo manuelino. Mandada construir pelo primeiro Conde de Olivença, D. Rodrigo Afonso de Melo, para servir de Panteão à família Melo.

No interior, é possível ver as paredes revestidas por muitos painéis de azulejos datados do século XVIII.

Igreja dos Lóios – Fotografia de Joe Price

 

 

Na cidade de Lisboa estão duas igrejas que fazem parte da categoria das mais lindas de Portugal.

A primeira, Igreja de São Roque, está classificada como Monumento Nacional e foi construída no século XVI. Com diversos objectos no seu interior de origem italiana, o estilo que predomina o edifício é o barroco.

 

A segunda, a Igreja de São Domingos, é do século XIII e foi construída por ordem do rei D. Sancho II. Este segundo templo sofreu dois terramotos em Lisboa, sendo o mais drástico o de 1755 e foi reconstruída várias vezes.

No século XII o Sancho I de Portugal legou os bens a D. Maria Pais Ribeiro e, desde essa altura, os seus filhos assumiram a Igreja Matriz de Santa Marinha de oortegaça, como bem a herdar.

Igreja Matriz de Santa Marinha de Cortegaça – Fotografia de Jorge Bastos

Aqui estão presentes vários alterares de figuras célebres tanto na época, como na religião. A fachada do templo está revestida com azulejos do século XX.

Edificada sobre um rochedo numa praia de Vila Nova de Gaia, as histórias desta igreja são apenas lendas. Acredita-se num antigo culto pagão, que originou a construção da mesma. A partir daí, povos pré-cristãos converteram-se ao cristianismo e começaram a surgir as tradições. Nomeadamente a romaria ao Senhor da Pedra que se realiza anualmente em Gaia.

Capela do Senhor da Pedra. Fotografia de InfinitaHighway (organização) infinitahighway.com.br

O Santo São Martinho de Soalhães teve relíquias em uma basílica que remontam para o século IX. No entanto, existem dados concretos que apontam para o século XIII, quando a Igreja passou à condição secular, completando, assim, o processo de formação da paróquia.

Igreja de São Martinho de Soalhães – Fotografia do site Rota do Romântico

Apesar do cargo histórico que obteve na Idade Média, o edifício da Igreja de Soalhães demonstra poucos vestígios desses tempos, tendo sido muito modificada em épocas posteriores.

 

Texto de Edilson Coutinho