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O Museu do Caramulo vai comemorar os 80 anos da marca de automóveis alemã Volkswagen com a inauguração, este sábado, da exposição “Volkswagen: 80 Anos ao Serviço do Povo”.

Os visitantes vão poder admirar de perto cinco modelos históricos da Volkswagen, incluindo o raríssimo Kübelwagen, o veículo mais antigo da marca em Portugal.

“Não queríamos deixar de assinalar os 80 anos da Volkswagen, com uma mostra dos modelos mais emblemáticos da marca”, revela o director do Museu do Caramulo, Tiago Patrício Gouveia.

A empresa alemã, o maior fabricante de automóveis do mundo, foi fundada em 1937 na cidade de Wolfsburgo, no estado da Baixa Saxónia, mas o termo “Wolkswagen” é muito mais antigo, tendo sido inventado em 1924 pelo engenheiro alemão Josef Ganz, que lutava para modernizar a indústria automobilística alemã.

Ganz pretendia introduzir suspensões independentes com semieixos oscilantes, baixo centro de gravidade e chassi com tubo central num automóvel popular que custasse o mesmo que uma motocicleta. Em língua alemã, “Volkswagen” significa precisamente “o carro do povo”.

Em 1933, Adolf Hitler visitou o Salão Internacional do Automóvel de Berlim e viu no projecto “Volkswagen” uma forma eficiente de propaganda nazi, passando a defender a ideia de carro do povo como se fosse sua.

O Führer encarregou então o engenheiro de automóveis austríaco Ferdinand Porsche de desenvolver o modelo que ficaria conhecido na Alemanha como “Käfer”, em Portugal como “Carocha” e nos Estados Unidos e Grã-Bretanha como “Beetle”.

Em 1938, o governo alemão apresentou o “KdF-Wagen”, mais tarde denominado “Volkswagen Carocha” – KDF significa Kraft durch Freude, em português “força através da alegria”, um dos lemas do Partido Nazi. O novo carro era produzido na cidade fábrica KdF-Stadt, hoje conhecida como Wolfsburg e sede do grupo Volkswagen.

Poucos anos depois da Segunda Guerra Mundial, a Volkswagen tornou-se um símbolo da recuperação económica da Alemanha Ocidental e em 1964 adquiriu a Audi/Auto Union, surgindo uma nova geração de Volkswagens, com os modelos Golf, Polo e Passat.

Além da exposição “Volkswagen: 80 Anos ao Serviço do Povo”, o Museu do Caramulo vai inaugurar, também no sábado, a mostra “Bicicletas com História”, que dá a conhecer a evolução deste maio de transporte ao longo dos anos. A exposição inicia-se com dois modelos tipo “Michaux” de 1869, seguidos das tradicionais “Bone Shakers”, triciclos, até às bicicletas actuais.

 

“Pretendemos abordar a história do que é considerado, actualmente, o meio de transporte mais utilizado do mundo, a bicicleta”, sublinha Tiago Patrício Gouveia. A história da bicicleta remonta a 1790, quando o conde francês Sivrac inventou a máquina a que deu o nome de “Celerífero”, construído todo em madeira e com duas rodas alinhadas, uma atrás da outra, unidas por uma viga onde se podia sentar.

Em 1817 surgiu a “Draisiana”, propulsionada pelo andar do seu condutor e patenteada em 1818 pelo alemão Barão Karl von Drais. Em 1839, o escocês Kirkpatrick Macmillan adaptou-lhe um sistema de pedais.

Coube a Pierre Michaux, um carroceiro da cidade de Brunel, em França, a invenção de um sistema de propulsão ligado directamente à roda dianteira, tornando a deslocação da máquina mais fácil. O resultado foi tão positivo que Michaux resolveu dedicar-se à produção deste velocípede. Nascia, assim, a primeira fábrica de bicicletas do mundo, a Companhia Michaux.

As exposições “Volkswagen: 80 Anos ao Serviço do Povo” e “Bicicletas com História” vão estar patentes de 3 de Fevereiro a 31 de Maio no Museu do Caramulo.