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Mais de 150 pilotos de diversos países disputam, entre hoje e quarta-feira, o 15º Campeonato da Europa de Parapente em Montalegre, na primeira vez em que o evento se realiza em Portugal.

A selecção nacional está representada, em masculinos, por uma equipa de sete pilotos, que aspira a integrar o ‘top 10’, e, na vertente feminina, por Sílvia Ventura, enfermeira de 49 anos que pratica a modalidade há 25.

O europeu é uma prova de “Categoria 1” da Federação Aeronáutica Internacional – FAI e conta com a presença de pilotos de todo o continente, num total de 40 equipas, e de alguns países convidados, como Austrália, China, Japão e Rússia.

Esta é a segunda vez que Montalegre recebe uma prova desta categoria, depois de em 2003 ter acolhido o Mundial de Parapente.

O parapente é uma disciplina que integra o chamado voo livre, cujo objectivo comum é voar utilizando as forças da natureza e recorrendo à força do próprio piloto para descolar e aterrar.

As primeiras tentativas de voar com asa de estrutura rígida e com o impulso humano remontam ao final do século XIX, por iniciativa do engenheiro alemão Otto Lilienthal.

A Asa Delta, com desenho próximo ao actual, foi inventada e testada em 1963 pelo australiano John Dickenson baseado na asa Rogallo. Na mesma década desenvolveram-se os parapentes, mas estes só chegaram à Europa em 1978, numa altura em que se começou a praticar o voo livre em zonas montanhosas.

Os longos, o crescente aumento do conhecimento científico neste domínio e o surgimento de novos materiais de alta tecnologia foram consolidando estas duas disciplinas como as mais divulgadas da aviação. Os riscos inerentes continuam a existir, mas foram atenuados pela qualidade de ajuste e pelo rigor dos procedimentos de certificação das aeronaves.