Histórias (re)vividas

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DOS ROMANOS ATÉ NÓS – AS RECRIAÇÕES HISTÓRICAS

Espadas e coroas podem não ter muita utilidade nos dias modernos, mas nem por isso deixam de ter um fascínio próprio que só as recriações históricas sabem ressuscitar.  

As recriações históricas são porventura uns dos modos de turismo cultural mais empolgante e apelativo que há no nosso país. Constituem uma forma animada de regressar ao passado, convidando todos os tipos de público a emergir em épocas que de outro modo só existem na imaginação.

Quando se pensa em determinadas eras, há palavras que despoletam logo cenários distantes e bizarros para o olho moderno. Dizemos “Idade Média” e logo imaginamos a confusão e sujidade dos mercados e os castelos de pedra cinzentos; quando surge a palavra “Império Romano” vêm-nos logo à cabeça gladiadores de sandálias às tiras e imperadores de toga e coroa de louros. Ouvimos “Barroco” e eis que surgem os cortesãos e cortesãs nos seus fatos aprumados a divertirem-se em palacetes.

As recriações históricas são autênticas máquinas do tempo que completam todos esses pequenos cenários, passando-os da mente para a realidade. Podemos recuar tão longe quanto aos tempos em que o Império Romano se alastrava até ao “país à beira mar plantado”, passando pela altura em que imperava a islâmica Al-Andalus, até ao esplendor oitocentista do Barroco. Tudo isso é a História que todos os portugueses partilham, mas nem sempre lembram.

O esquecimento da memória popular é prejudicial a qualquer sociedade, e é por isso que as recriações históricas são uma lembrança que une o imaginário comum e reforça a herança da nossa cultura.

Se Portugal é cada vez um destino turístico de excelência, com uma reputação que chega aos quatro cantos do globo, é porque muito se deve ao seu longo passado. Graças ao mesclado de culturas distintas e a uma histórica rica e complexa, o país tornou-se um modelo colorido cujas possibilidades de retrato são infinitas. É precisamente isto que as recriações históricas encorajam:  a encenação de momentos distintos da História que atraem até os mais desinteressados. Com isto, conseguem fomentar a aprendizagem duma disciplina ao mesmo tempo que proporcionam momentos de lazer.

As recriações históricas são por isso o testemunho da evolução que nos permite compreender o porquê de termos chegado aonde estamos na actualidade, aproveitando saltos temporais com diversão e entretenimento pelo meio.

E porque é preciso conhecer o país para além das praias e das grandes metrópoles, as recriações históricas são uma alternativa que fomenta o turismo fora dos locais habituais, conseguindo com isso promover as localidades mais pequenas e revitalizar o interior.  São uma maneira diferente de gastar os dias da época alta, e entre si formam roteiros culturais capazes de movimentar pessoas e recursos de uma maneira que outras modalidades turísticas não conseguem.

Não há desculpas para não assinalar as recriações históricas na agenda, tal e qual como se marca as idas à praia.

Porque Portugal está nos detalhes e porque somos herdeiros da História do nosso país, vale a pena recuar pelos séculos e passar estas férias a descobrir mais sobre nós próprios.

... by Descla

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