Foto: Agricultura Lusitana
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Caros leitores,

O que será mais importante do que ensinar as crianças a valorizarem o património e a cuidarem dele? Afinal, elas são o futuro, as principais responsáveis pela sobrevivência desse bem comum. Foi a pensar nisso que Esposende lançou a iniciativa “1 criança + 1 semente = 1 árvore + 1 ambiente melhor”: os alunos do concelho plantaram no espaço da escola árvores de espécies autóctones, deram-lhes um nome próprio e estão a acompanhar o seu crescimento.

É apenas uma das iniciativas que compõem o programa nacional do Ano Europeu do Património Cultural (AEPC) – são centenas de eventos em todo o país, entre concertos, exposições, visitas guiadas, festivais ou roteiros turísticos.

Ainda que deixe a desejar, a agenda prima por abordar temas estruturais como a desertificação do interior do país, o individualismo da sociedade actual ou o papel da iniciativa privada em projectos culturais.

Foto: Lumina Cascais

O AEPC foi criado pelo Parlamento Europeu, por iniciativa da Comissão Europeia, e tem como objectivos promover o diálogo intercultural e a coesão social, sensibilizar os cidadãos europeus para os valores que partilham e destacar a importância do património para o bem-estar de todos.

A ideia é nobre, para mais num mundo cheio de desafios, como a globalização e os seus efeitos na perda de identidade, a crise de valores, as migrações ou as alterações climáticas, entre outros. Em Portugal, a maior barreira ainda é mobilizar os cidadãos para as iniciativas que envolvem o património. Será desta que se consegue?

Leia mais na revista Descla deste mês, dedicada ao Ano Europeu do Património Cultural.

Texto: Lino Ramos