Fotografia: Ricardo Chaves
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De Belém para a Áustria, e do livro para a realidade: o elefante Salomão, criado por José Saramago no romance “A Viagem do Elefante”, chega a Évora por meio do espectáculo concebido pela Trigo Limpo – Associação Cultural e Recreativa de Tondela (ACERT). Este é um dos momentos enquadrados no âmbito do Festival “Artes à Rua”.

A produção, cujo título é homónimo ao livro, estreou-se em 2012, e consiste numa dramatização ao ar livre na qual o elefante é um engenho cénico de grandes dimensões. O espectáculo teatral conta a história de um elefante chamado Salomão que, no século XVI, acompanhado pelo seu tratador indiano, viajou de Lisboa até Viena de Áustria para ser oferecido, como prenda de casamento, pelo rei João III ao arquiduque Maximiliano II de Áustria.

Numa co-produção com a espanhola Flor de Jara e com a Fundação José Saramago, a Câmara de Évora avança que “o projecto incide na visão poética e humanista do conto histórico de Saramago, publicado em 2008, e que o próprio escritor considerou uma metáfora da vida humana”.

Além de actores, músicos e activistas culturais, são muitos os habitantes de Évora que  participam no desenvolvimento cénico da peça. Segundo Luís Garcia, programador do festival, “a representação em Évora deverá ser uma das últimas oportunidades para assistir a este espectáculo”.

A peça “A Viagem do Elefante” é representada no Jardim Público de Évora no âmbito do “Artes à Rua” – Festival de Arte Pública”, a 31 de Agosto. O espectáculo promete ser um dos pontos altos do “Artes à Rua”, que arrancou em Julho e prolonga-se até 6 de Setembro, entre mais de 150 propostas artísticas. Mais informações no site da Câmara Municipal de Évora.