Antonio Pedro Vasconcelos
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O realizador António-Pedro Vasconcelos é o candidato escolhido pela Academia Portuguesa de Cinema para concorrer ao Prémio Fénix a la Labor Cinematográfica 2018, que distingue a carreira de uma figura do cinema ibero-americano.

O Presidente da Academia Portuguesa de Cinema, Paulo Trancoso, explica que este galardão tem como objectivo “reconhecer e enaltecer o trabalho de quem tem contribuído para o desenvolvimento e crescimento da indústria cinematográfica” e acrescentou que “António-Pedro Vasconcelos é, sem dúvida, uma das pessoas que o tem feito em Portugal”.

O vencedor do prémio vai ser anunciado a 21 de Outubro, numa conferência de imprensa no Festival Internacional de Cine de Morelia, e a entrega vai decorrer no dia 7 de Novembro, na Cidade do México.

Seis filmes de ficção e um documentário de produção ou co-produção portuguesa estão entre os pré-seleccionados dos prémios ibero-americanos de cinema Fénix, anunciados no final de Agosto.

Zama, de Lucrecia Martel, Chuva é cantoria na aldeia dos mortos, de João Salaviza e Renée Nader Messora, Praça Paris, de Lúcia Murat, Milla, de Valérie Massadian, Mariphasa, de Sandro Aguilar, e Diamantino, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, estão entre as 66 longas-metragens de ficção, no conjunto dos 93 filmes, de 21 países.

Entre os 27 documentários pré-seleccionados está O termómetro de Galileu, de Teresa Villaverde, uma das obras duas de produção exclusivamente de portuguesa, a par de Mariphasa, segundo o site dos prémios Fénix.

António-Pedro Vasconcelos

António-Pedro Vasconcelos é um dos mais prestigiados cineastas portugueses, tendo realizado alguns dos maiores sucessos comerciais, como O Lugar do Morto (1984) e Jaime (1999). Com este último filme venceu a Concha de Prata do Festival Internacional de Cinema de San Sebastian, e em Portugal, os Globos de Ouro para Melhor Filme e Melhor Realizador.

Nascido a 10 de Março de 1939, o cineasta foi bolseiro da Fundação Gulbenkian em Paris, onde frequentou o Curso de Filmologia da Sorbonne e a Cinemateca Francesa, e estudou com o George Sadou, prestigiado jornalista e escritor de cinema, entre 1961 e 1963.

A sua carreira começou com um documentário, Tapeçaria – uma tradição que revive, de 1966. A primeira longa-metragem foi Perdido por cem, de 1973. 

Em 1969 fundou o Centro Português de Cinema (CPC), que produziu, entre 1970 e 1975, praticamente todos os filme do chamado “Cinema Novo”, além de Amor de Perdição, de Manoel de Oliveira, e O passado e o Presente, Benilde ou a Virgem Mãe e Trás-os-Montes, de António Reis.

Os seus mais recentes filmes são A Bela e o Paparazzo (2010), Os gatos não têm vertigens (2014) e Amor impossível (2015). Para Dezembro está prevista a estreia de Parque Mayer.

António-Pedro Vasconcelos é autor de vários livros e foi crítico de cinema em vários jornais e revistas e crítico literário na “Revista de Livros” do DN.

O realizador trabalhou também como chefe de redacção da revista “Letras & Artes” (1964/5) e da revista “Cinéfilo” (1973/4), cronista na revista “Visão” (1996), director dos Suplementos “Indy” e “A semana” do jornal “Independente” (1997/8), provedor dos leitores no jornal “Record” (2001) e colunista no semanário “SOL”: “Das duas, uma” (2007/12). Ao longo da sua carreira colaborou ainda com diversos programas de radio/televisão.