The Mingus Big Band. Fotografia: Carl Hyde
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Cinco espectáculos em estreia absoluta e seis em estreia nacional vão marcar a 27ª edição do Guimarães Jazz, que começa esta quinta-feira na cidade vimaranense. Dave Holland, Marquis Hill, Steven Bernstein, Catherine Russell, Dave Douglas, Bill Laswell, Avishai Cohen e Mingus Big Band são alguns dos nomes que vão passar pelo festival, numa viagem desde o classicismo até ao jazz de intervenção e vanguarda.

AZIZA, grupo composto por quatro dos mais relevantes músicos do jazz contemporâneo, vai estrear-se em Portugal no dia 8, às 21:30. Neste projecto, o contrabaixista britânico Dave Holland, um dos grandes nomes vivos da história do jazz, junta-se a Chris Potter, Eric Harland e Lionel Loueke, que no evento vai ser substituído por Kevin Eubanks, também ele um guitarrista de excelência.

No dia seguinte, à mesma hora, Marquis Hill, jovem trompetista norte-americano, vai apresentar pela primeira vez em Portugal o seu Modern Flows, com uma banda composta por jovens músicos que “confirmam a vitalidade actual da cena jazzística de Chicago”, destaca a organização do Guimarães Jazz.

Pablo Held Trio vai subir ao palco no sábado, às 18:30: um dos melhores exemplos da vibrante cena jazzística actual da Alemanha vai dar a conhecer o  seu último registo discográfico, Investigations.

O momento alto está guardado para as 21:30, com a estreia do trompetista, arranjador e compositor nova-iorquino Steven Bernstein, num encontro inédito com Catherine Russell, uma singular cantora de jazz e blues que “personifica um espírito de independência musical e uma postura anti-starsystem raras no contexto da música contemporânea”. Em palco, os dois vão ter a companhia da Millennial Territory Orchestra, a idiossincrática big band fundada e liderada por Bernstein.

O domingo vai ter mais duas estreias: às 17 horas, o concerto da Big Band e do Ensemble de Cordas da ESMAE, este ano com a direcção do contrabaixista norte-americano Matt Ulery; às 21:30, o público vai conhecer o resultado da residência Guimarães Jazz/Porta-Jazz, que propõe uma colaboração artística entre músicos nacionais e estrangeiros, liderados pelo compositor João Grilo, e o artista convidado e um artista de outra área criativa, desta vez o videasta Miguel C. Tavares.

Homenagem a Charles Mingus

Na segunda-feira, 12 de Novembro, às 21:30, o pianista austríaco David Helbock vai apresentar, em estreia nacional, o seu projecto Random/Control. No dia seguinte, à mesma hora, o multipremiado acordeonista João Barradas vai partilhar o palco com um grupo de instrumentistas do qual se destaca a presença do saxofonista norte-americano Greg Osby. O projecto Own Thoughts From Abroad, em estreia nacional, promete surpreender desde logo pela centralidade do som do acordeão, “enquadrado numa tradição musical da música erudita e do jazz, por forma a tentar criar novas soluções criativas”.

A música local vai estar em evidência no dia 14, às 21:30, com o espectáculo da Orquestra de Guimarães em colaboração com o quarteto “Cartas Brasileiras” de Léa Freire, em mais uma estreia absoluta. O mesmo acontece com o concerto de UPLIFT, no dia 15, à mesma hora: é a mais recente formação de um dos músicos mais importantes da cena jazzística nova-iorquina das últimas décadas, o trompetista e compositor Dave Douglas, que aqui se faz acompanhar por um extraordinário ensemble de instrumentistas. O projecto apresenta um cariz marcadamente político, com uma perspectiva crítica dos tempos actuais.

O trompetista israelita Avishai Cohen, um dos mais relevantes da actualidade, vai estrear-se em Portugal a 16 de Novembro, também às 21:30. No último dia do Guimarães Jazz, o contrabaixista e compositor norte-americano Matt Ulery vai exibir o seu Delicate Charms em estreia nacional, a partir das 18:30.

A edição de 2018 vai terminar em grande na noite de 17 de Novembro com uma big band para celebrar o legado de uma das figuras maiores da música do século XX, o contrabaixista e compositor norte-americano Charles Mingus. Liderada por Sue Mingus, viúva do artista, The Mingus Big Band é um ensemble constituído por músicos de excepção e com grande capacidade inventiva, sendo considerada “um exemplo de vitalidade criativa dentro do universo de projectos dedicados à reinterpretação da obra dos grandes mestres do jazz”.

Além dos concertos, o festival inclui várias actividades paralelas, como animações musicais pela cidade, jam sessions e oficinas de jazz. Este ano, as jam sessions no Convívio Associação Cultural (8 a 10 Novembro) e no Café Concerto do CCVF (15 a 17 Novembro) vão ser lideradas por Matt Ulery, acompanhado por jovens instrumentistas da cena jazzística de Chicago, como o pianista Rob Clearfield, o saxofonista Greg Ward, o baterista Quin Kirchner e o virtuoso violinista Zach Brock.

As habituais oficinas de jazz decorrem de 12 a 16 de Novembro (com data limite de inscrição até 07 de Novembro). Tal como as jam sessions, são dirigidas pelos músicos residentes que se deslocam propositadamente dos Estados Unidos a convite do festival, fixando-se em Guimarães durante duas semanas.

Os bilhetes para os concertos do Guimarães Jazz 2018, assim como as assinaturas do festival, podem ser adquiridos nas bilheteiras do Centro Cultural Vila Flor, Centro Internacional das Artes José de Guimarães e Casa da Memória de Guimarães, bem como nas lojas Fnac e El Corte Inglês, entre outros pontos de venda, e na internet em oficina.bol.pt e www.ccvf.pt, onde está a programação do evento.