O bonito castelo terá sido construído no século XII pelos Templários. Fotografia: C.M. Castelo Branco
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O bonito castelo terá sido construído no século XII pelos Templários como uma réplica do Chastel Blanc, na então chamada Terra Santa, hoje território sírio, edificado pela mesma Ordem. Vários pormenores dão força a essa hipótese: a analogia do nome, a área amuralhada quase idêntica, a igreja com uma cisterna no subsolo. D. Dinis mandou erguer a nova torre de menagem e uma segunda linha de muralhas, devido ao crescimento da localidade e à importância estratégica da fortaleza.

No século XV construiu-se aqui o Paço dos Comendadores, magistralmente desenhado por Duarte d’Armas no Livro das Fortalezas. Castelo Branco haveria de ser, no século seguinte, uma povoação-fortaleza, mas ultrapassadas as guerras e demais ameaças os velhos edifícios perderam a importância e foram votados ao abandono, como aconteceu em tantos outros locais do país. No século XIX, muitos particulares e a própria Câmara Municipal aproveitaram as pedras desse palácio para as suas construções. Só no século XX se olhou com a devida atenção para todo este património, restaurando-se o castelo e protegendo-o legalmente.

O castelo. Fotografia: C.M. Castelo Branco

Castelo Branco vale vela história e pela paisagem. É difícil descrever o Jardim do Paço Episcopal, tal a sua beleza. O patim principal tem cinco lagos e a estátua de S. João Batista. No patamar intermédio destaca-se o Lago das Coroas e, em lados opostos, as escadarias dos Reis e dos Apóstolos. O terreno e o divino cruzam-se na perfeição.

Jardim do Paço Episcopal. Fotografia: C.M. Castelo Branco

No patim superior fica a Escadaria de Moisés e o grande tanque que abastecia os repuxos e todo o Jardim. Mandado construir pelo Bispo da Guarda D. João de Mendonça, no século XVIII, este espaço idílico é um dos mais originais exemplares do barroco em Portugal.

Vista da cidade de Castelo Branco. Fotografia: C.M. Castelo Branco

Os sinos da imponente Torre do Relógio marcam o dia-a-dia dos habitantes da cidade. Há que subir bastante para chegar ao Miradouro de S. Gens, perto do castelo, mas vale a pena: de lá contemplamos o centro histórico, as encostas Sul da Serra da Gardunha e, mais ao longe, a Serra da Estrela.

 

 

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