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O município de Viseu comemora a partir de amanhã o centenário do armistício da primeira Guerra Mundial com um programa de actividades culturais e recreativas que até final do mês prometem um reencontro com a história e as memórias do conflito.

As celebrações começam no Mercado 2 de Maio com uma experiência inédita: entre as 10 e as 17 horas,  crianças, jovens ou famílias vão poder experienciar o quotidiano das trincheiras da guerra e de uma tenda de enfermaria de campanha, concebida pelo grupo cultural “Passado Vivo”. A iniciativa repete-se no sábado, aberta ao público em geral.

No domingo, dia da assinatura do Armistício, vai ser apresentado e inaugurado o roteiro “A Grande Guerra em Viseu”, com a edição de brochura de bolso e visita guiada pelos lugares de memória do conflito, com partida do Rossio, às 10 horas. Os visitantes, conduzidos pelo historiador Luís Fernandes, vão descobrir a origem de topónimos como as avenidas Capitão Homem Ribeiro e da Bélgica, as ruas dos Combatentes da Grande Guerra, da Paz e da Vitória, ou a história do Monumento aos Mortos da Grande Guerra na cidade, entre outros. A actividade gratuita, mas requer inscrição prévia.

“Este roteiro organizado e documentado ficará disponível para futuro e é mais um contributo para o conhecimento do património local, da história de Viseu e dos seus protagonistas”, sublinha o vereador da Cultura e Património da Câmara de Viseu, Jorge Sobrado.

Para que a memória não se perca, o primeiro polo do Museu de História da Cidade apela à comunidade viseense para que, de 9 a 30 de Novembro, se desloque ao espaço e partilhe histórias de família sobre combatentes da Grande Guerra e o quotidiano na época, bem como objectos e documentos (postais, fotos, cartas, diários de guerra, peças de fardamento, etc.). Igualmente a partir de dia 9, o Museu de História da Cidade vai divulgar online documentos históricos locais, como actas municipais, notícias da imprensa, postais e objectos alusivos à Grande Guerra.

Como é que a imprensa de Viseu noticiou o conflito? A resposta vai ser dada na exposição “A I Guerra Mundial na imprensa de Viseu”, patente na Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva de 9 de Novembro a 6 de Janeiro.

A Liga dos Combatentes associa-se às comemorações, lembrando assim o papel dos regimentos aquartelados em Viseu na primeira guerra, que contribuíram com cerca de 3 mil combatentes, 180 dos quais tombaram em combate. Para 16 de Novembro está agendado um Concerto da Orquestra Ligeira do Exército na Aula Magna do Instituto Politécnico de Viseu.

“A opção de valorizar social e culturalmente a efeméride do armistício restitui a relevância histórica de Viseu, dos seus regimentos militares e da região no contexto da intervenção portuguesa na Grande Guerra e faz justiça à memória dos combatentes e às suas famílias”, destaca Jorge Sobrado.

Relembrando os 90 anos da inauguração do Monumento aos Mortos da Grande Guerra do Concelho de Viseu, no Largo Mouzinho de Albuquerque vai ser editado um postal reproduzindo uma imagem do monumento em 1930 e com informação histórica de contexto.