Na Fronteira da História: Pelas fortalezas do Alentejo

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Caros leitores,

Na terceira parte deste roteiro pela fronteira portuguesa, entramos finalmente no Alentejo, famoso por ter algumas das mais belas fortalezas do país. Marvão é um bom exemplo disso, tal a imponência da vila e da paisagem que envolve o castelo.

A viagem começa, no entanto, em Nisa, de onde os romanos levaram o ouro, seguindo por Castelo de Vide, terra do herói Salgueiro Maia, Portalegre, onde encontramos as famosas tapeçarias, e Campo Maior, intimamente ligada à história do café em Portugal. Elvas, essa, é um caso à parte: não é preferência, antes a constatação de que estamos perante algo único, ou não fosse esta a maior fortaleza abaluartada terreste do mundo.

Em Vila Viçosa encontramos a padroeira de Portugal, cuja coroa nunca mais foi usada por nenhum rei, e em Alandroal descobrimos que o castelo, da época cristã, foi feito por um muçulmano. Monsaraz tem mistérios na terra e no céu, Mourão guarda a memória de D. Sebastião, que ali pernoitou antes da batalha de Alcácer-Quibir, e mais adiante começamos a ouvir o barranquenho…

Estamos a chegar ao fim da rota, mas ainda há tempo para conhecer a princesa moura, na vila com o mesmo nome, contemplar o imponente aqueduto de 19 arcos em Serpa e redescobrir Mértola, antiga capital de um emirado islâmico.

Boas leituras

À descoberta da rota do românico

O que há de melhor em Portugal??? Tanto e tanto… é preciso “pôr pés ao caminho”, explorar, viajar, conhecer o que de melhor o nosso país tem para nos oferecer! A rota do românico! Um percurso de cultura, património e beleza no norte de Portugal!

Martulah, Capital Islâmica

Quem diria que a vila de Mértola, do alto de um monte cortado pelo rio Guadiana, já foi capital de um emirado islâmico? Não é fruto do acaso, mas sim da vantagem geográfica que esta zona sempre teve e que tantos povos a si chamou, fazendo das terras em redor de Mértola pontos incontornáveis de várias rotas comerciais.

A sem defesa

Serpa, com o seu belo aqueduto e muralhas, foi uma das zonas de Portugal onde mais conflitos se deram ao longo da História.

Moura era a Princesa…

... e Moura ficou a cidade. Do amor trágico de Salúquia é que vem o nome deste pedaço do Alentejo

Mais para lá do que para cá

Não se fala nem português, nem espanhol. Espanha é mais próxima de Barrancos e por isso aqui ouve-se falar o barranquês