Pormenor do espectáculo "Um encontro improvisado". Fotografia: António Cabrita
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O Teatro Viriato, em Viseu, estreia na próxima quinta e sexta-feira a nova criação da Companhia Paulo Ribeiro, “Um encontro provocado”, que reflecte sobre o tema da violência. O desafio foi lançado pela companhia ao coreógrafo brasileiro Henrique Rodovalho e o resultado é um encontro provocado que junta dois países tão próximos historicamente mas tão distantes quanto a esta questão.

Quatro bailarinos portugueses exploram os limites dos seus corpos, expondo géneros, níveis e questões sobre a ausência ou presença dessa mesma violência, que é de vários tipos, desde o posicionamento, de um se sentir superior ao outro, até violência à entre homem e mulher ou a auto-violência.

Os profissionais precisam de muita técnica para não se aleijarem com as várias quedas e confrontos que sofrem no palco, com o objectivo de “dar veracidade a tudo o que está a acontecer”, explicou o coreógrafo à agência Lusa.

Segundo Henrique Rodovalho, os bailarinos “têm que saber levar porrada, mas tem que saber dar, para não machucar o companheiro”, e são obrigados a dominar “a técnica da dança contemporânea, que está inserida em vários momentos”.

Os quatro artistas são “muito mais movidos pela emoção do que pela razão”, garante o coreógrafo, revelando que em vários vários momentos do espectáculo o público vai notar momentos de conflito interior, como se o bailarino quisesse parar para pensar mas não conseguisse, e por isso parte para a agressão.

“Um encontro provocado” vai subir ao palco do Teatro Viriato nos dias 29 e 30 de Novembro, às 21:30, encerrando a mostra de dança contemporânea New Age, New Time – NANT.