Publicidade

As colecções do Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa, vão tornar-se itinerantes, com o objectivo de levar arte a vários pontos do país e reforçar a presença da fundação fora de portas. ‘Gulbenkian Itinerante’ é o nome da iniciativa que começa este sábado em Bragança e que até 2020 vai partilhar com várias localidades de norte a sul de Portugal a programação artística da instituição.

A iniciativa arranca com a exposição ‘Corpo e Paisagem’, em simultâneo no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais de Bragança e no Espaço Miguel Torga, em Sabrosa, que junta obras da Colecção Moderna e peças adquiridas por Calouste Gulbenkian oriundas de países como a Síria, a Turquia ou o Japão.

Almada Negreiros, Paula Rego, Alberto Carneiro, Ana Vidigal, Rui Chafes, Stanislas Lépine e Thomas Weinberger são apenas alguns dos muitos artistas representados. Em declarações à agência Lusa, o curador da exposição, Jorge da Costa, compara esta iniciativa com o famoso programa das bibliotecas itinerantes, pois permite que “outros públicos, de norte a sul do país, tenham acesso à colecção do Museu Gulbenkian”.

A Calouste Gulbenkian quer, precisamente, mostrar as suas obras de arte pelo país, “alargando o acesso do público às colecções”, nomeadamente em regiões mais afastadas dos grandes centros e onde existam equipamentos culturais para acolher este espólio, sublinha o director-adjunto do Museu Calouste Gulbenkian, Nuno Vassallo e Silva. O responsável explica que não se trata de “um pacote feito que vai a todo o lado”, mas de “parcerias dinâmicas com a preocupação sempre de responder aos públicos locais”.

Depois de Bragança e Sabrosa, onde a mostra ‘Corpo e Paisagem’ fica patente até 24 de Março, a iniciativa ‘Gulbenkian Itinerante’ chega ao Museu de Portimão, com a exposição ‘Lugares, Paisagens, Viagens’, que vai permanecer até 3 de Março.

Segue-se o Centro de Artes de Sines, em Março, o Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco, em Abril, e Palácio da Galeria, em Tavira, em Novembro.