Castelo de Moura
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Dantes chamava-se Arucci. Depois passou a ser Al-Manijah. Só quando nela deixou de viver a última moura é que a vila se passou a chamar… Moura. Assim diz a História sobre a lenda de Salúquia, a princesa muçulmana a quem se deve o nome da cidade alentejana. Nos tempos longínquos da reconquista cristã, a antiga Moura pertencia ao governador Abu Hassan, cuja filha – a bela Salúquia – estava noiva do jovem alcaide do castelo. O jovem estava ausente em combate contra os portugueses, pelo que Salúquia aguardava o seu retorno debruçada do alto da torre.

Mas, os portugueses conseguiram avançar sobre a povoação e fizeram uma emboscada ao jovem mouro matando-o juntamente com os seus companheiros. Depois, apropriaram-se das suas roupas e foram disfarçados até ao castelo, conseguindo com que as portas se abrissem. Depressa espalharam o terror e apoderaram-se do castelo. Salúquia, desesperada quer pela morte do amado, quer pelos caos provocado pelos embusteiros, negou-se a ser feita cativa e atirou-se da torre em direcção à morte. É desta sua lealdade que advém o nome de Moura – e é Salúquia, caída no chão por amor, quem figura no brasão da cidade.

O castelo esse, assistiu a muitas mais histórias: crê-se que a sua ocupação remonta à Idade do Ferro. O domínio cristão efetivou-se em 1232, sendo que Moura recebeu Carta de Foral em 1295. Em 1512 D. João III atribui à terra o título de Notável Vila de Moura. Tal veio reforçar o que o tempo já tinha comprovado: que Moura detinha uma importância geoestratégica no período da Reconquista Cristã fulcral, ao ponto de ter sido nela que se construiu o primeiro convento da Ordem dos Carmelitas em Portugal e em toda a Península Ibérica.

Uma originalidade do Castelo que se mantém até à actualidade são as duas nascentes de água que se situam no seu interior e que abastecem a fonte das Três Bicas e a fonte de Santa Comba. Estas nascentes permitiram a construção de uma unidade termal e das instalações da Água Castello (cuja unidade fabril manteve-se no espaço do castelo até ao final da década de 30).

» O nosso passeio leva-nos a uma vila com um aqueduto único…