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O projecto apresentado para o Teatro Municipal de Vila do Conde, é o resultado de um longo desafio no percurso de preparação do mesmo.
As pinturas sobre papel e sobre madeira, serigrafias à base de água e as fotografias apresentadas expõem as linguagens que o autor utiliza na sua pesquisa sobre as questões do género e de identidade, aliás temas que aborda há já alguns anos.


Os trabalhos suspensos na parede, tornam-se assim obras manipuladas pelo autor que tenta contar uma história em que cada espectador é livre de criar a sua própria leitura, a sua narrativa e ser co-autor da mostra apresentada.


As obras não são marionetas para o puro entretenimento do espectador, mas sim elementos fulcrais de uma provocação artística, com referências ao universo religioso e a momentos biográficos da vida do autor, e que são visíveis mais uma vez nesta exposição.


O significado da palavra marioneta no sentido figurado, pode significar uma pessoa frívola, sem personalidade, que se pode manejar à vontade, títere. As obras aqui apresentadas vão só buscar à palavra o significado de objectos que são orquestrados, manipulados por alguém, para lhes dar vida e uma fisicalidade enquanto objectos artísticos.

Elementos fundamentais para expor o artista e o seu pensamento.
No trabalho “O Filho e o seu corpo”, datado de 2018, houve uma colaboração com Filipe Braga, no acto performativo de colocação do corpo do autor perante a sua obra e no ato de fotografar o mesmo.


Por último, é de salientar a presença muito marcante da figura da cruz, o principal símbolo da religião cristã, e na figura do anjo nas serigrafias, em que este último surge como um elemento de controlo que manipula o artista para se portar bem.

A Inauguração da exposição irá ocorrer no dia 12 de Janeiro de 2019, ás 16:30h, no Teatro Municipal de Vila do Conde.