Depois do Porto, a Arca de Noé chega a Lisboa

Até 5 de Maio de 2019, a Cordoaria Nacional expõe fotografias de algumas das mais fascinantes espécies ameaçadas ou em vias de extinção

Koala Phascolarctos cinereus Fotografia: Joel Sartore/National Geographic
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Elefante africano, rinoceronte indiano, camaleão-de-dois chifres, rato de praia de St. Andrews, urso pardo sírio. O que têm em comum estas espécies? Vivem em cativeiro, ameaçadas ou em vias de extinção, e podem ser vistas – quem sabe, pela última vez – em Lisboa, na Cordoaria Nacional, na exposição fotográfica “Photo Arc”, do reconhecido fotógrafo norte-americano Joel Sartore.

Depois de passar pelo Porto, a mostra chega agora à capital portuguesa e continua com um objectivo ambicioso: fotografar todas as espécies existentes em cativeiro para criar um “arquivo inédito da biodiversidade global”, explica a National Geographic, que promove a iniciativa. Sartore já retratou, até ao momento, mais de 8.400 animais, mas quer superar os 12 mil.

A exposição não poderia, obviamente, mostrar todas as imagens, apenas uma selecção das melhoras. Em Lisboa estão mais de 100, cerca do dobro das que estiveram no Porto, das quais metade são inéditas e 12 foram captadas em Portugal, como a fotografia número 8 mil deste álbum gigantesco – uma toupeira-de-água, pequeno mamífero em vias de extinção.

Sartore começou o projecto “Photo Arc” em 2005 com o objectivo de levar as pessoas a preocuparem-se com o facto de metade das espécies mundiais poderem desaparecer até final do século. O norte-americano começou por fotografar animais do Jardim Zoológico Lincoln Children’s, no estado do Nebraska, perto de sua casa, e desde então nunca mais parou.

Entre muitas mordidelas, arranhões e algum material destruído, o fotógrafo já retratou as mais diversas espécies dos mais variados portes, desde a girafa angolana até ao gafanhoto-de-asa-oblonga, do lobo ibérico ao gorila-ocidental-das-terras-baixas, em poses engraçadas ou apenas fascinantes.

“Todas estas espécies, das maiores às mais pequenas, são fotografadas de forma simples, contra um fundo branco ou preto, numa perspectiva que coloca todos os animais em pé de igualdade”, sublinha a organização.

Nos 500m2 da exposição, além das fotografias os visitantes podem assistir a três documentários sobre o projecto, tirar selfies com uma das mais emblemáticas imagens, participar numa actividade interactiva para descobrir qual é a sua personalidade “Photo Ark” e habilitar-se a prémios National Geographic.

A Photo Arc é a mostra da National Geographic mais vista em todo o mundo, com cinco milhões de visitantes em dez países, tendo Portugal acolhido a estreia em solo europeu, no ano passado, com a exposição no Porto.

A mostra vai estar na Cordoaria Nacional todos os dias, incluindo Natal e Ano Novo, até 5 de Maio de 2019. Os bilhetes variam entre os 4 e os 24 euros.