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Olhar a história pessoal como base da criação da identidade:é este o tema central de Miguel Bonneville #6 (MB#6); performance de Miguel Bonneville revisitada dez anos após a sua estreia. Integrada na programação regular do Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra, o trabalho desenha um retrato autobiográfico de dez mulheres, artistas, num exercício que pensa conceitos como o feminino, a morte e a criação. 

Inserida na série homónima que desenvolveu entre 2006 e 2012, MB#6 parte de dez vídeo retratos que reúnem as histórias de mulheres que compõem o ciclo de proximidade do autor. Da infância à morte, da religião ao feminismo, do trabalho ao amor, as opiniões destas mulheres são desfragmentadas em vídeo, dobradas ao vivo pelo intérprete, compondo um único e grande retrato; a procura de uma nova identidade. Provando a impossibilidade de uma autobiografia narrativa, coerente e contínua, MB#6 integra-se no corpo de trabalho que Bonneville tem vindo a desenvolver em torno da desconstrução e da reconstrução da identidade. A nova versão conta com a co-autoria de Isadora Alves, Joana Craveiro, Isabela Figueiredo, Maria Gil, Carlota Lagido, Joana Linda, Mariana Sá Nogueira, Rita Só, Cláudia Varejão e Sara Vaz. Dez anos depois da estreia da primeira apresentação, Bonneville re-entrevista cinco das co-autoras iniciais recontextualizando a opinião destas mulheres e, assim, acompanhando o próprio processo de transformação e regeneração da sua identidade. A performance será apresentadas no no TAGV, na próxima terça, dia 22 de Janeiro, pelas 21h30. 

Nascido no Porto, Bonneville completou o Curso de Interpretação na Academia Contemporânea do Espectáculo, o Curso de Artes Visuais pela Fundação Calouste Gulbenkian e o curso ‘Autobiografias, Histórias de Vida e Vidas de Artista’ pelo CIES-ISCTE. Desde então colaborou com diversos artistas nacionais e apresenta regularmente o seu trabalho em galerias de arte e festivais internacionais.