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O Fórum Luísa Todi, acolhe raivas, dores, doçuras e contradições numa voz que junta ao fado, e ao jazz, a garra do timbre mestiço para afirmar o ser mulher. A Bandida, de Marta Dias e Carlos Barreto Xavier, convida Ana Laíns, Yuri Daniel e Ruca Rebordão para celebrar o eterno feminino através de canções rebeldes, feitas em Português, para cantar com ternura, atrevimento e ousadia. 

Marta Dias alia elementos urbanos, contemporâneos e telúricos, saberes e sabedorias, intuições bem pensadas e sensualidade, em equilíbrio com contenção. Em “YUE”, o seu álbum de estreia (1997) destacou-se o single “Gritar”. No ano seguinte, dá voz a “Fadinho Simples”, o incontornável sucesso saído do álbum “A Guitarra e Outras Mulheres” do mestre António Chainho. Ao segundo disco encontrava-se “AQUI” (1999) mas já projectava pontes improváveis de “Ossobó” a “Quase Fado”. Foi com o fado que Marta Dias correu mais mundo, cedendo-lhe o timbre mestiço e o jeito jazzy que guardou da escola do Hot Club de Portugal. Carlos Barreto Xavier nasceu em Goa, Índia. Compositor, teclista e produtor musical, tem uma vasta obra editada e desenvolve intensa actividade artística (António Chainho, Hands on Aproach, João da Ilha, Jorge Roque, Katia Guerreiro, Marta Dias, Radiophone, Santos e Pecadores e Passione). Desenvolve trabalho solidário e investiga as relações entre a música e a educação no ensino básico, tal como a inclusão social pelas artes. 

Para esta noite tão especial, para além da singular voz de Ana Laíns, Marta Dias e Carlos Barreto Xavier convidaram dois dos músicos que participaram na gravação do disco Bandida: Ruca Rebordão, nas percussões e, no baixo eléctrico, Yuri Daniel cujo notável percurso musical é bem conhecido e que acompanha Jan Garbarek em concerto.