Museu do Vidro expõe “Pop & Tutti Frutti”

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O Museu do Vidro, na Marinha Grande, tem patente a exposição “Pop & Tutti Frutti: O Vidro Em Portugal Nos Anos 60 & 70 – Colecção Pedro Moura Carvalho”, até ao dia 3 de Novembro.

“Pop & Tutti Frutti” apresenta um surpreendente conjunto de cerca de 120 peças de vidro português de um período pouco divulgado e estudado. Através desta selecção e do catálogo que a acompanha pretende dar-se a conhecer não só o trabalho desenvolvido por artistas e designers, maioritariamente nacionais, nas fábricas de vidro da Marinha Grande, mas também vidro de autor produzido em Portugal.

As peças em exposição distinguem-se pela contemporaneidade e organicidade das formas, texturas e pela ousadia das cores; são inspiradas na Arte Pop e na Space Age que se vivia então, enquadrando-se perfeitamente nas revoluções de costumes em tons tutti frutti que transformaram o Ocidente.

Nesta mostra, podem ser apreciadas peças desenhadas por Alice Jorge, Ascenso Belmonte, Carmo Valente, Eduardo Marinho, Gerald Gullota, Hansi Staël, Jorge Vieira, Margarida de Ávila e Maria Helena Matos, produzidas nas fábricas marinhenses A Central – J. Ferreira Custódio, Crisal, Fábrica-Escola Irmãos Stephens e Ivima.

O coleccionador Pedro Moura Carvalho é mestre e doutor pela School of Oriental and African Studies, Universidade de Londres, e Aga Khan Fellow da Universidade de Harvard. Foi diretor-adjunto do Asian Art Museum de San Francisco e do Asian Civilisations Museum em Singapura.

Leccionou na Universidade Católica Portuguesa e comissariou exposições em Lisboa, Londres, Seul, Boston, Singapura e San Francisco. Entre os seus livros contam- se Mir t al-quds (Mirror of Holiness): A Life of Christ for Emperor Akbar (Leiden/ Boston, 2012); Gems and Jewels of Mughal India (Londres, 2010); Luxury for Export. Artistic Exchange Between India and Portugal around 1600 (Pittsburgh, 2008) e A Ciência & o Maravilhoso na Goa Quinhentista (Parma, 2018). Foi editor e autor principal de O Mundo da Laca; 2000 Anos de História (Lisboa, 2001) e editor de Collected Letters: An Installation by Liu Jianhua (San Francisco, 2016).

Está presentemente a ultimar como coautor A Rival to China. Later Islamic Pottery (Londres, 2018), e a preparar um catálogo sobre cerâmica portuguesa do século XX.

A exposição fica patente até 3 de Novembro, podendo ser visitada de terça-feira a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.