Camilo Castelo Branco regressa ao programa escolar

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A novidade foi anunciada pelo ministro da Educação, no colóquio internacional sobre a obra “Amor de Perdição”, que decorreu em S. Miguel de Seide, Vila Nova de Famalicão.
Começou da melhor maneira o colóquio internacional “Amor de Perdição – Olhares Cruzados”, que assinalou os 150 anos da publicação do romance de Camilo Castelo Branco. Na abertura dos trabalhos, o ministro da Educação, Nuno Crato, anunciou que “o escritor Camilo Castelo Branco voltará a ser estudado por todos os alunos da escolaridade obrigatória”.

Trata-se de uma excelente notícia para a literatura portuguesa e para Famalicão, que tem lutado pela reintrodução da obra camiliana nos programas de português do ensino secundário.

O evento decorreu durante o passado fim-de-semana, na Casa de Camilo, em S. Miguel de Seide. Ao longo dos três dias, passaram pela aldeia onde Camilo Castelo Branco viveu, nomes como Laborinho Lúcio, Vasco Graça Moura, José Pacheco Pereira, Bigotte Chorão, Mário Cláudio e João Lopes entre muitos outros.

Armindo Costa, presidente da Câmara Municipal de Famalicão foi o primeiro a intervir no colóquio. Lembrando o génio e a genialidade literária de Camilo Castelo Branco, o edil referiu também que se tratou de “um evento para homenagear o Amor de Perdição, mas sobretudo um excelente pretexto para falar de Camilo Castelo Branco”.

A Casa-Museu Camilo Castelo Branco vai, em breve, receber obras, com o restauro da casa dos caseiros, que “permitirá, não só oferecer aos visitantes um cenário tão parecido quanto o que Camilo viveu, mas permitir ainda mais a oferta cultural da instituição”, referiu Armindo Costa.