Diogo Infante estreia-se como Cyrano de Bergerac

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Peça escrita em 1897 por Edmond Rostand sobe ao palco do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa
O ator Diogo Infante estreia-se hoje na pele de “Cygano de Bergerac”, a peça de Edmond Rostand considerada o último grande mito do teatro romântico francês, que a partir desta quinta-feira sobe ao palco do Teatro Nacional D. Maria II (TNDM), em Lisboa, numa versão cénica e encenação de João Mota, marcada para as 21:00 horas.

A acção desenrola-se na França do século XVII, em que Cyrano, poeta, físico e matemático, mas também valente soldado e espadachim invulgar, sofre por amar intensamente a sua prima, a bela Roxana, “que tem como ideal de homem a beleza e o espírito”, escreve o TNDM.

As qualidades incomuns de Cyrano são encobertas pelo aspeto físico e, em especial, o nariz avantajado. É então que Roxana se apaixona por Cristiano, um jovem muito tímido. Cyrano ajuda-o na correspondência com a amada, escrevendo por ele longas e belas cartas de amor que que vão aumentar o sentimento da jovem.

“Esta é uma comédia heróica que exalta sentimentos nobres como o amor e a capacidade de renúncia”, escreve o TNDM. A obra, escrita por Edmond Rostand em 1897, é considerada o último grande mito do teatro romântico francês. Na senda de Ruy Blas, de Victor Hugo, e “Os Três Mosqueteiros”, de Alexandre Dumas, Rostand criou com “Cyrano de Bergerac” uma peça única da dramaturgia, escrita em forma de poema.

Diogo Infante encabeça um elenco de 22 atores, entre eles Sara Carinhas, no papel de Roxane, Virgílio Castelo, que é o Conde de Guiche, ou Alberto Villar, que alterna entre o “burguês” e “Brissaille”.

“Cyrano de Bergerac” vai estar em cena no Teatro Nacional D. Maria II até 1 de março. A cenografia é de José Manuel Castanheira, os figurinos assinados por Storytailors, o desenho de luz Cabe a P. Graça e a música é de Pedro Carneiro.