Vamos ao teatro?

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Esta sexta-feira, dia 27 de março, comemora-se o Dia Mundial do Teatro
Esta sexta-feira, dia 27 de março, comemora-se o Dia Mundial do Teatro e várias cidades portuguesas recebem espetáculos para vários gostos, entre representações, oficinas, homenagens, terapias ou pequenos grandes segredos do palco.

No Teatro Maria Matos, em Lisboa, o actor belga Benjamin Verdonck apresenta “notallwhowanderarelost” (“nem todos andam perdidos”, em tradução livre), no qual promete desvendar “os truques e engrenagens que um palco esconde”.

O Chapitô, também na capital, abre as portas a “Édipo”, releitura da tragédia de Sófocles, em cena até 19 de Abril. Na sala da Costa do Castelo, os atores Filomena Cautela e Ricardo Pereira vão também ler uma mensagem alusiva à data.

Ao longo do Dia Mundial do Teatro, a Avenida de Liberdade, em Lisboa, revisita a “Revista no Parque”, com a exposição de cenários, figurinos, programas e curiosidades vindas dos quatro teatros do Parque Mayer: Maria Vitória, Variedades, Capitólio e ABC.

A junta da freguesia de Carnide organiza, até domingo, exposições, sessões de teatro, dança e uma homenagem à actriz e encenadora Fernanda Lapa, que fez 50 anos de carreira em 2014. A sessão realiza-se domingo à tarde, no largo das Pimenteiras.

Finalmente, uma entrada livre no D. Maria II, que no Dia Mundial do Teatro, além da homenagem a João Villaret, pela Comuna — Teatro de Pesquisa, e do lançamento da biografia “João Villaret 1913-1961 – Duas mãos que abertas deram tudo”, continua a exibir “Pirandello”.

No Porto, somos convidados pelo Nacional São João a fazer uma visita ao edifício, a participar em oficinas de arte teatral e assistir às peças em cartaz, ali e noutros locais da cidade: “O Fim das Possibilidades”, de Jean-Pierre Sarrazac, encenada por Fernando Mora Ramos e Nuno Carinhas, no São João, “O que é que o pai não te contou da guerra?”, de Fernando Giestas, por Rogério de Carvalho, no Carlos Alberto, e “Nove’s Fora”, sob a direcção de Vasco Gomes, no Mosteiro de São Bento da Vitória.

Já agora, tem medo do escuro? Se sim, vá até Viseu, ao Teatro Viriato. Lá, os participantes do K Cena – Projeto Lusófono de Teatro Jovem podem ajudá-lo – ao longo de de seis meses, sob orientação dos encenadores Graeme Pulleyn e Marcio Meirelles, desenvolveram um estudo sobre esta temática, que vai mais longe e explora noções de liberdade versus controlo e manipulação. Através do diálogo e partilha de opiniões na rede social Facebook, o grupo construiu um texto que condensa os fragmentos de discursos pessoais sobre o medo – ou medos – e os contextos atuais em que esses receios se desenvolvem. A dramaturgia, que sobe ao palco e que acaba por ser uma reflexão sobre o mundo, é enriquecida com a banda sonora conduzida por Ana Bento.

Em Almada, o Teatro Municipal Joaquim Benite apresenta o livro “Luís Miguel Cintra: Cinco conversas em Almada”, com a presença do ator e encenador, fundador da Cornucópia, e oferece dois espectáculos gratuitos: “Mana solta a gata”, a partir de Adília Lopes, com encenação de António Pires, e “Nossa Senhora da Açoteia”, de Luís Campião, por Luís Vicente.

A Escola da Noite, em Coimbra, apresenta no dia 27 “Novas diretrizes em tempos de Paz”, de Bosco Brasil, sob direcção de António Augusto Barros, no Teatro da Cerca de São Bernardo.
Também na sexta, José Pedro Gomes leva o espetáculo “Estamos Todos?”, de Luísa Costa Gomes, com encenação de Adriano Luz, ao palco do Cineteatro de Estarreja.

Em Olhão, o auditório municipal recebe “Zé e Janaica”, na peça “Mê menine, e a tu Mãe?”, do grupo local “A Gorda”, com João Evaristo e Joaquim Parra a prometerem muitas gargalhadas.

O Dia Mundial do Teatro foi instituído em 1962 pela organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Com Lusa