União Europeia apresenta Estratégias para o combate à crise climática e da biodiversidade

União Europeia apresenta Estratégias para o combate à crise climática e da biodiversidade

A Comissão Europeia apresentou no passado dia 20 de Maio, quarta-feira, a Estratégia da Biodiversidade e a Estratégia do “Prado ao Prato”. Estes documentos vão servir de base para as Políticas da UE no que toca à biodiversidade e produção alimentar para a próxima década.

Cientes dos danos provocados pela agricultura e pesca intensivas, a UE reconhece que estas estratégias serão um elemento central no plano de recuperação para a crise provocada pelo Coronavírus e que é necessário agir para evitar que as atuais crises sociais (biodiversidade, climática e de saúde) fiquem fora de controlo.

A Comissão Europeia apresentou no passado dia 20 de Maio, quarta-feira, a Estratégia da Biodiversidade e a Estratégia do “Prado ao Prato”. Estes documentos vão servir de base para as Políticas da UE no que toca à biodiversidade e produção alimentar para a próxima década.

Cientes dos danos provocados pela agricultura e pesca intensivas, a UE reconhece que estas estratégias serão um elemento central no plano de recuperação para a crise provocada pelo Coronavírus e que é necessário agir para evitar que as atuais crises sociais (biodiversidade, climática e de saúde) fiquem fora de controlo.

Neste sentido, a Comissão Europeia apresentou uma série de etapas e objectivos progressivos para esta reforma.

Entre metas propostas encontra-se a proteção de 30% do território em terra e no mar, a redução do uso de pesticidas químicos em 50%, o restauro de 10% das terras agrícolas com elementos essenciais para a biodiversidade e a minimização da prática da biomassa.

Para além disso, esta reforma prevê a criação de cerca de meio milhão de empregos associados à gestão da Rede Natura 2000.

O Director Executivo da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), Domingos Leitão, afirma que “A Comissão mostra que está a ouvir a ciência, e a agir de acordo com o que esta nos diz há tanto tempo. Mas para a mudança ser efetiva, é preciso que os estados membros implementem as diretrizes. Isto são boas notícias para Portugal, um país com mais de 20% do território classificado como Rede Natura 2000, que aguarda há anos investimento suficiente para a sua gestão sustentável”.

Com a implementação destas medidas, a UE poderá tornar-se líder global no combate às crises climática e da biodiversidade.

Para cumprir os objetivos, vai ser desbloqueado um financiamento de 20 biliões de euros por ano para a biodiversidade através de várias fontes, incluindo fundos da UE, financiamento nacional e privado.