Virgem Suta actuam no Teatro Stephens

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A banda portuguesa Virgem Suta actua na Casa da Cultura Teatro Stephens, na Marinha Grande, no dia 14 de Setembro (sábado), pelas 21h30, para apresentar o espectáculo “Sem Rede”.

Os Virgem Suta são autores de algumas das canções mais contagiantes da música portuguesa. Surgiram em Beja e de forma descomprometida foram criando um conjunto de temas que rapidamente conquistaram o público.

Consegue-se perceber o que os caracteriza e porque agradam a quem quer que os oiça. Não descartam as suas raízes, transpiram portugalidade e não têm problemas em assumi-lo. A isto aliam camadas sonoras que juntam o lado doce da pop com a irreverência do rock.

A música dos Virgem Suta sugere uma viagem a um território muito particular, rocambolesco, mas ao mesmo tempo real, habitado por personagens que nos parecem familiares. Depois absorvemos as canções e percebemos que afinal é sobre nós, sobre a vida de pessoas comuns, sobre essa coisa tão particular que é ser português, que eles cantam. A ironia aparece a espaços, subtil, mas certeira, servindo para destacar de forma espirituosa as nossas particularidades, contradições, qualidades ou defeitos.

À boa maneira alentejana, dominam a arte de contar histórias. De forma engenhosa, as canções criam imagens tão irresistíveis que facilmente se mergulha no seu imaginário. As canções ganham uma outra expressividade nos espectáculos graças à performance irrepreensível com que nos brindam de cada vez que sobem ao palco. Ao vivo colocam uma intensidade que varia entre a energia contagiante e a tranquilidade comovente, criando na audiência o desejo de que a festa não termine tão cedo. No fundo, o objectivo é fazer de cada concerto um encontro animado entre amigos.

Os Virgem Suta vestem-se a rigor e apresentam-se “Sem Rede” em teatros e auditórios de todo o país. Amizade e cumplicidade são adjectivos que marcam esta já duradoura parceria entre Jorge Benvinda e Nuno Figueiredo. O que um escreve, o outro canta ou transforma em música. E se um descobre uma linha de acordes melodiosa, o outro sugere mais uma ideia para a canção. Não existem funções definidas na hora de compor, mas é em dupla que chegam a um resultado.

Este é um espectáculo em que os dois artistas procuram regressar às “raízes” dos temas, aproveitando ainda a ocasião para interpretar as músicas que poucas vezes foram tocadas ao vivo. Guitarra e voz são os ingredientes principais de concertos que prometem deliciar os verdadeiros fãs.