Póvoa de Lanhoso assinala 80 anos da escola António Lopes

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“Ler, escrever e contar. A escola António Lopes entre 1940 e 1970” é como se designa a exposição que está patente na Galeria do Theatro Club da Póvoa de Lanhoso desde o dia 13 de Setembro. Toda a comunidade está convidada a visitar.

A mostra, patente até 27 de Outubro, é organizada pelo Pelouro da Educação do Município da Póvoa de Lanhoso em parceria com o Agrupamento de Escolas Gonçalo Sampaio e pretende comemorar o 80º aniversário da construção e inauguração daquele estabelecimento de ensino, o que aconteceu entre 1937 e 1940.

Na apresentação do programa comemorativo, perante uma plateia simbólica de 80 crianças de 4º ano, a Vice-Presidente da Câmara Municipal e Vereadora da Educação, Gabriela Fonseca, referiu que “nunca será exagero falar-se e escrever-se sobre António Lopes”, que deu aos seus conterrâneos “uma corporação de Bombeiros, estradas, caminhos e um belíssimo jardim público, um teatro, casas condignas para o mercado da habitação, um imponente e importante Hospital que levou, depois da sua morte, à fundação da Misericórdia, bem como, através da sua herança, o dinheiro para a construção do actual edifício dos Paços do Concelho e da Escola Primária António Lopes, hoje transformada em Centro Escolar António Lopes e em funcionamento pleno desde 2009”.

“Aliando os prédios construídos à instituição de prémios escolares, entregues desde finais do século XIX, ou à doação, por testamento, de um fundo à Câmara de então com o fim de esses prémios se manterem depois da sua morte, o que efectivamente aconteceu, e continua a acontecer, entendeu o Pelouro da Educação não dever esquecer esta data, homenageando, mais uma vez, António Ferreira Lopes e sua esposa D. Elvira Câmara Lopes por tudo quanto deram a esta terra e, no caso em apreço, sobretudo na área da educação”, salientou ainda, de entre outras considerações.

Depois de partilhar com a plateia recordações de quando ela própria foi aluna da escola António Lopes e dos primeiros amores de meninas e de meninos, que também passaram por aquele estabelecimento, a directora do Agrupamento de Escolas Gonçalo Sampaio, Luísa Rodrigues, deixou o repto ao poder político para a criação de um museu na Póvoa de Lanhoso, honrando, por exemplo, António Ferreira Lopes. “E aí vamos à Educação, vamos à Saúde…”, referiu, de entre muitas outras considerações, de modo a que muito do material existente, como cadeiras e mesas de escola, como as que estão expostas, não se perca, com o passar do tempo.

Na mostra, para além da recriação de uma sala de aulas com as carteiras da época, a cruz e os retratos dos símbolos políticos do país, os mapas do tempo e outros pormenores decorativos, encontram-se objectos como a palmatória, a fisga, o pião, a bola de trapos ou a lousa, bem como livros, cadernos, penas de bico metálico, lápis de papel e canetas de tinta permanente.

Para o historiador e comissário da exposição, José Abílio Coelho, há duas ideias presentes com esta mostra: “Por um lado, ela serve para honrar e agradecer mais esta dádiva à Póvoa de Lanhoso dos grandes seres humanos e beneméritos que foram António Ferreira Lopes e D. Elvira Câmara Lopes; e, por outro, explorando a vertente pedagógica que toda a exposição possibilita, para relembrar aos mais velhos a escola do seu tempo e para mostrar aos menos jovens como era estudar sem recurso aos atualíssimos aparelhos informáticos, aos quadros interactivos ou às modernas máquinas de calcular, decorando as tabuadas e escrevendo sem erros e com uma caligrafia bem desenhada…”. O catálogo da exposição destina-se a ser lido especialmente pelos/as alunos e pelas alunas das escolas.

A mostra faz parte de um programa que decorre ao longo de um ano e que integra conversas com antigos alunos, professores e funcionários daquela escola, edição de materiais de divulgação da história da escola e da educação no concelho, saraus musicais, palestras e exposições.

Um concerto dinamizado pelos alunos do Ensino Artístico Especializado de Música da Escola Gonçalo Sampaio, um conjunto de Jogos, nos recreios das escolas do Agrupamento, com a colaboração dos pais e dos avós dos alunos, Assembleias de Alunos (actuais e antigos) e um arraial minhoto à moda dos anos 1930-1940 são igualmente propostas do programa.