“MEDO” – segundo single do muito aguardado trabalho conjunto de Lina e Raül Refree

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Fado repensado e religado 

Uma aposta arriscada que apresenta os clássicos de Amália Rodrigues com um som diferente, mas de grande profundidade e originalidade.

Refree redimensiona o Fado, como fez anteriormente com Rosalía em relação ao flamenco.

A dupla formada por Lina e Raül Refree surpreendeu-nos no mês de Outubro com o lançamento do tema “Cuidei Que Tinha Morrido”, uma versão absolutamente assombrosa deste clássico do fado, que antecipa um disco surpreendente, completamente diferente de tudo o que já ouvimos. Este álbum terá edição internacional no dia 17 de Janeiro de 2020 pela conceituada editora Glitterbeat. “Medo” é o segundo single deste álbum. Uma reinterpretação inesperada do tema composto por Alan Oulman, com letra de Reinaldo Ferreira e arranjos do próprio Raül Refree.

Sobre
LINA e RAÜL REFREE

Lina é artista de corpo inteiro, de formação clássica, mas atraída para o fado, género que aprimorou em noites de entrega absoluta no Clube de Fado, tornando-se assim conhecedora dos grandes clássicos desta cultura descoberta em sessões com os melhores músicos. E Raül Refree, um dos produtores mais inovadores da cena musical europeia, responsável pelo primeiro álbum do fenómeno internacional de Rosalia, uma voz que reinventou o flamenco.

Refree conheceu Lina em Lisboa, no ambiente tradicional da casa de fados, mas a sua visão para um álbum em que a experiente voz da cantora encontra o incrível reportório de Amália, símbolo maior do fado de que se celebra o centenário do nascimento em 2020, é diferente de tudo o que já se ouviu. Recorrendo a um arsenal de teclados clássicos analógicos, dos Moogs aos Arps, dos Oberheims aos Fender Rhodes, Raül Refree vestiu a voz de Lina com um diferente tecido sonoro, entregando-nos os clássicos de Amália sob uma diferente e profundamente original luz.

A magia não aconteceu apenas em estúdio. A dupla estreou-se em Cartagena no festival La Mar de Músicas perante arrebatados aplausos do público e da crítica com um espectáculo pensado ao pormenor, encenado por António Pires, com luz desenhada por Tela Negra para sublinhar todo o drama nele contido. Depois de várias outras apresentações no estrangeiro, o espectáculo foi finalmente apresentado em Portugal em novembro passado no Misty Fest, em quatro cidades.