Companhia Nacional de Bailado assinala 40 anos de vida no Centro Cultural Vila Flor

No dia 18 de Junho a Companhia Nacional de Bailado vai apresentar quatro peças em reposição

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A Companhia Nacional de Bailado prossegue as comemorações dos 40 anos no dia 18 de Junho,no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, com um programa constituído por quatro peças em reposição:“Treze Gestos de um Corpo”, de Olga Roriz, “Será que é uma Estrela”, de Vasco Wellenkamp, “Herman Schmerman”, de William Forsythe, e “Minus 16”, de Ohad Naharin.

“Treze Gestos de um Corpo” é um clássico e uma das coreografias mais carismáticas de Olga Roriz, em que um elenco masculino alterna com um feminino numa sucessão de solos e num crescendo de intensidade dramática.

“Esta peça é sobre o reflexo de uma pessoa em frente de dois espelhos paralelos que formam uma multiplicação de imagens até ao infinito. No entanto em cada um desses espelhos a imagem não é igual. É como se em cada um houvesse uma evolução, uma transformação do movimento, uma continuação do gesto do anterior. Como se cada imagem fosse autónoma da anterior. Com vida própria e independente. Com sentimentos, emoções e estares diferentes. Uma personalidade dividida”, explica a coreógrafa.

“Será que é uma Estrela?” é uma peça recentemente coreografada por Vasco Wellenkamp, numa sentida homenagem à bailarina Graça Barroso, a sua intérprete inspiradora.

Nesta criação, Vasco Wellenkamp coreografou três canções de amor (“Eu sei que vou te amar”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes; “Eu te amo”, de Tom Jobim e Chico Buarque; e “Beatriz”, de Edu Lobo e Chico Buarque), interpretadas por Maria João e o pianista João Farinha.

O programa do dia 18 de Junho reserva, ainda, duas peças de criadores internacionais. “Herman Schmerman”, dueto do coreógrafo norte-americano William Forsythe, mostra-nos o encontro de um casal que, através de uma execução técnica quase impossível, sugere-nos uma narrativa de humor muito subtil. Esta é uma aparente competição homem-mulher, mas para o coreógrafo é uma simples peça sobre dança.

A fechar o espectáculo sobe ao palco “Minus 16” do israelita Ohad Naharin, um dos mais reconhecidos coreógrafos contemporâneos a nível mundial. “Não é um novo trabalho, é mais uma reconstrução: gosto de pegar em peças ou secções de peças minhas e trabalhá-las de novo, reorganizá-las criando a possibilidade de as ver sobre um outro ângulo. Nesta peça eu peguei em diferentes secções de diferentes trabalhos meus. Foi como se eu estivesse apenas a contar o princípio ou o meio, ou o fim de várias histórias os quais depois de organizados resultam num trabalho tão ou mais coerente do que o original”, revela o actual director artístico da companhia israelita Batsheva, que com esta coreografia confirma a sua habilidade em fazer o público dançar.

Os bilhetes para o espectáculo encontram-se à venda nas bilheteiras do Centro Cultural Vila Flor e da Plataforma das Artes e da Criatividade, bem como nas lojas Fnac e El Corte Inglês, entre outros pontos de vendas, e na internet em www.ccvf.pt e oficina.bol.pt.