Casa do Sal acolhe Exposição “Alforges e o Ciclo da Lã”

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“Alforges” é a nova exposição da Casa do Sal, com inauguração marcada para as 16 horas do dia 29 de Fevereiro.

Para muitos será um vocábulo desconhecido, mas o termo alforge derivará do árabe al-khurj, que data a utilização deste acessório no nosso território desde, pelo menos, a época islâmica. Era um acessório indispensável no quotidiano das gentes do interior, sobretudo no Algarve e no Alentejo e tanto podia ser utilizado pelo homem, para o transporte de pertences ou mercadorias compradas na feira, ou ao dorso dos animais de carga que as transportavam em longas distâncias.

A inauguração será marcada por uma mostra de ofícios ao vivo, relacionados com o ciclo da lã e com o “lavrar dos alforges”, dinamizada pela “Tecelã”, e também com a formalização da subida de nível da Associação Cultural Amendoeiras em Flor para sócio efectivo na Federação do Folclore Português, o resultado e a elevação do trabalho, empenho e compromisso que a Associação tem tido para com a identidade cultural do território.

Esta exposição debruça-se sobre a história social e cultural que é possível contar através desta peça utilitária, que era uma espécie de bolsa grande dividida em dois compartimentos. O que é, qual a sua origem, onde se usava, como se usava, a distinção entre o alforge de trabalho, o alforge festivo e o alforginho e o seu enquadramento no ciclo da lã e do linho, são algumas das curiosidades deslindadas neste trabalho de pesquisa e de recolha desenvolvido pelo Município de Castro Marim em colaboração com a Associação Cultural Amendoeiras em Flor.

No total estarão em exibição mais de 100 alforges, numa narrativa de cores, usos, costumes e tradições que nos permite um melhor entendimento e acolhimento do legado patrimonial e do território, nomeadamente do interior, e, em simultâneo, o desenvolvimento de um trabalho de preservação e promoção desta herança cultural.

A exposição será dinamizada por uma agenda de workshops, em colaboração com a Estação das Artes, a Universidade do Tempo Livre de Castro Marim e a “Tecelã”, nos quais se reproduzirá a confecção do alforge, mas que pretendem também reinventar esta peça, dando-lhe inclusive novas utilizações, como por exemplo a de arrumação de brinquedos.