Sonho termina nas meias-finais

Publicidade

Portugal segurou o ataque espanhol e mostrou que “nuestros hermanos” não são imbatíveis. O nulo prolongou-se até ao fim do prolongamento. Nas grandes penalidades, a barra e o poste ditaram sortes diferentes.
90 minutos de tempo regulamentar, mais 30 de prolongamento não foram suficientes para que o golo surgisse. Portugal e Espanha bateram-se, frente a frente, como dois adversários de respeito, cada um com o seu estilo de jogo.

A de bola caraterística da selecção espanhola não conseguiu romper a defesa portuguesa, imperial. No contra-ataque português, os espaços procurados por Nani e Ronaldo foram apertados.

A decisão foi empurrada para os penáltis. Rui Patrício defendeu o primeiro penálti, marcado por Xavi Alonso. Do lado espanhol, Casillas segurou o pontapé de João Moutinho. Mas a sorte foi diferente no final. A grande penalidade marcada por Bruno Alves foi devolvida pela trave. A final estava nos pés de Fàbregas, que viu o remate bater no poste e entrar na baliza portuguesa. E o apuramento sorriu aos espanhóis. 4-2 na lotaria das penalidades.

Portugal conseguiu, durante quase toda a primeira parte, anular o futebol espanhol, que só por duas ou três vezes se fez notar.

A equipa das quinas controlou na perfeição uma segunda parte muito tática, mas em que as melhores chances caíram para o lado nacional, com destaque para dois remates fortes, mas ao lado, de Hugo Almeida e outros tantos livres de Ronaldo sem a direção desejada.

No prolongamento a supremacia espanhola veio ao de cima, mas Rui Patrício gritou presente! e levou o jogo para a marcação de grande penalidades. Desta vez, a estrelinha da sorte não esteve com os heróis lusitanos.