Não é mais uma edição, é “A edição” d’Os Lusíadas’

Iniciativa do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra e da editora Almedina é apresentada esta quinta-feira

Fotografia: DR
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As edições d’Os Lusíadas são muitas, dezenas, mas a que vai ser lançada esta quinta-feira é apresentada como “a edição”, um “ressurgimento” da obra maior de Luís de Camões que resulta de uma iniciativa do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra e da editora Almedina.

A nova edição não tem ilustrações e tem um tratamento exclusivamente gráfico e tipográfico que procura manter a grafia das primeiras edições.

A obra é coordenada pelos docentes António Olaio e Rita Marnoto, da direção do Colégio das Artes (CAUC) da Universidade de Coimbra, e conta com design do ateliê FBA e distribuição da editora Almedina.

A obra surgiu a partir de “uma ideia quase de arte conceptual, de fazer um livro como objeto, fazendo-o ressurgir” através de um trabalho centrado no “afinamento” da tipografia, explicou à agência Lusa António Laio.

O também artista plástico aclarou que “a atitude da FBA não foi de brincar plasticamente com a tipografia”, para não cair “no perigo de ser uma atitude iconoclasta”, optando antes por um trabalho de “afinamento de tipografia, com uma delicadeza muito grande”.

“É um livro que também celebra a ideia de livro e a dimensão portátil dos livros”, frisou António Olaio, que optou por editar a obra com a grafia da primeira edição – publicada originalmente em 1572-, por considerar que, “talvez, [se saiba] melhor qual a grafia da primeira edição do que a atual, apesar das variações que possa haver no português da época”.

O lançamento da nova edição está marcado para esta quinta-feira, às 18:00 horas, no Colégio das Artes, uma unidade orgânica da Universidade de Coimbra que trabalha no campo da arte contemporânea, relacionando-se com a arquitetura, o cinema e as artes performativas.