“Mãos ao Mar” de Isabel Babo em exposição na biblioteca municipal

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De 2 a 20 de novembro, estará patente, na Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, a exposição de esculturas, instalações e vídeo de Arte Têxtil de Isabel Babo intitulada “mãos ao mar”.

A abertura da exposição, que se realiza no âmbito do Dia Nacional do Mar – 16 novembro – está marcada para as 17h00 de sábado, 2 de novembro. Segundo a autora, “as esculturas de Arte Têxtil desta exposição resultam, tanto do meu fascínio pelo mar, como de uma vontade intrínseca de “fazer” e comunicar que me acompanha desde a infância.Durante os últimos quatro anos convivi amiúde com os pescadores de Aver-o-Mar e recolhi “lixo” de pesca nas praias locais, convocando material emocional e significativo para a minha prática artística.

A exposição “mãos ao mar” é tributária da “Arte Povera” italiana, sobretudo pelo uso do material “lixo” de pesca (cordas, boias e covos) que confere a cada escultura uma energia primária de significado incorporado que procurei captar. Em todo o percurso de criação procurei a essência háptica e visual da escultura nas texturas palpáveis, nas formas oscilantes, nas protuberâncias, nas torções e nós, cujas técnicas têxteis são experienciadas pela própria prática artesanal.

As esculturas em exposição são, em si mesmas, uma caligrafia pessoal, um “diálogo” de comunicação e pertença que aborda o meu interesse pelo encontro entre arte e memória colectiva. Questiono-me acerca da tendência actual de substituirmos objectos e formas tradicionais por objectos desconectados com a nossa cultura. Além do significado aparentemente narrativo, todas as esculturas em exposição propõem evocar outros significados e memórias da nossa identidade colectiva.

Isabel Babo lecciona, actualmente, na ESEQ o curso geral de Artes Visuais e leccionava o mesmo curso, desde 1997, na ESJAC. Colaborou, em iniciativas artísticas, com o Museu do Douro, Câmara Municipal do Peso da Régua e Douro Alliance.

Participou em 2017, pelo quarto ano consecutivo, na exposição colectiva internacional, realizada no Museu das Caves de Santa Marta. Está representada, desde 2014, na Galeria “Usar o Tempo”, no Porto. Criou em 2017 a residência artística “Na Quinta às Quintas”, Quinta da Barroca, em Armamar, e integrou o projecto Galaico-Português “Cultura que Une”, 2017-2019, com exposição colectiva itinerante “Ribeira Sacra-Douro”.