Sara Carinhas, objeto e narrador d’A Farsa

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Peça baseada na obra homónima de Raúl Brandão estreia esta quinta-feira no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa
“A Farsa”, de Raúl Brandão, estreia esta quinta-feira à noite na sala estúdio do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa. A peça, em forma de monólogo, performance e instalação, desenrola-se sobre a pele nua de uma atriz que dá tudo de si.

O espectáculo, baseado na obra homónima de 1903, “retrata a portugalidade de uma forma justa”, adiantou à agência Lusa o encenador Luís Castro, da KARNART.

Sara Carinhas, atriz, bailarina e performer, explora aqui os seus limites. “Não encarna uma personagem única, tem um percurso de atriz que passa por diferentes personagens, por ser objeto instalado e por se um narrador também», adiantou o encenador Luís Castro à Lusa.

“A atriz é um veículo de tudo, é objeto, é manipuladora, quase como uma marionetista, e também atriz, o que lhe exige grandes valências”, acrescentou.

“A Farsa”, com duração de duas horas, permanece até 19 de outubro, num espetáculo de “perfinst” (performance/instalação) que prossegue o trabalho do grupo KARNART em torno da obra de Brandão, depois de Húmus (2010) e Ilhas (2012/13), a partir de “As Ilhas Desconhecidas”.